Pelos Caminhos do Som - Uma homenagem a Martinho da Vila

Biscoito Fino, 2015

 

Ana Costa canta com propriedade o repertório de seu padrinho musical, Martinho da Vila, no projeto “Pelos caminhos do Som – Uma homenagem a Martinho da Vila”, que está sendo lançado em CD e DVD, numa parceria da Zambo com o Canal Brasil, com distribuição da Biscoito Fino. Esse é o primeiro registro ao vivo da carreira da cantora e compositora, que tem uma trajetória musical consagrada, com três álbuns lançados entre 2006 e 2014.

Gravado em Março no Imperator – Centro Cultural João Nogueira (RJ), no show que agora se transforma em especial de TV, CD e DVD, Ana Costa recebe os convidados Agrião, Alceu Maia, Dirceu Leite, Marcelinho Moreira, Mart´nália, Meninas da Serrinha e Zélia Duncan.

Produção: Zambo
Coprodução: Canal Brasil e MDM
Direção Geral: Bianca Calcagni
Direção Artística: Analimar Ventapane
Direção de Vídeo: Darcy Burgüer
Produção Musical: Julio Florindo
Participações Especiais: Agrião, Alceu Maia, Dirceu Leite, Marcelinho Moreira, Mart´nália, Meninas da Serrinha e Zélia Duncan

Ficha Técnica

Produção: Zambo
Coprodução: Canal Brasil e MDM
Distribuição: Biscoito Fino sob licença de Zambo
Direção Geral: Bianca Calcagni
Direção Artística: Analimar Ventapane
Assistente de Direção Artística: Dandara Ventapane
Produção Executiva: Zambo
Coordenação Executiva: Bianca Calcagni
Assistentes de Produção: Jacqueline Martins, Luciana Magoulas e Verônica Pinheiro
Direção de Vídeo: Darcy Burgüer
Direção Musical: Julio Florindo
Roteiro: Ana Costa e Analimar Ventapane
Arranjos: Ana Costa e Julio Florindo
Técnico de som: Luiz Carlos T. Reis e Vinicius Geria
Roadie: Nilson Batista
Figurino Ana Costa: Victor Dzenk
Maquiagem: Mariana Lopes
Fotografia: Alice Venturi
Design: Amanda Argolo e Branca Escobar

Distribuído por Biscoito Fino sob licença de Zambo Produções e Eventos
Gravado ao vivo no Imperator – Centro Cultural João Nogueira

Uma Produção: Biscoito Fino, 2015
Direção Geral: Kati Almeida Braga
Direção Artística: Olivia Hime
Direção Executiva: Jorge Lopes
Coordenação Digital: Miguel Gonzalez
Coordenação de Produção: Marcela Maia
Assistente de Produção: Wenny Milzfort

AGRADECIMENTOS

Este é o início de uma nova jornada. Jornada essa que só foi possível começar graças à Margaret Rebelo e ao Mauro Macedo. Meu mais sincero agradecimento pelo apoio e parceria de sempre. Sem vocês não seria possível realizar este trabalho. Meus agradecimentos ao Martinho da Vila por acreditar na minha arte e confiar em meu recorte musical e à Analimar Ventapane, que aceitou meu convite para dirigir o show e viajar pelos caminhos do som de seu pai junto comigo. Agradeço de coração à Bianca Calcagni e ao Darcy Burgüer que fizeram esse registro acontecer junto com toda a equipe do Imperator, do Canal Brasil e da Biscoito Fino. Vocês foram fundamentais para que tudo desse certo! Ao Julio Florindo pela direção musical pontuada por muita competência e dedicação, assim como todos os músicos e a toda a minha equipe, agradeço de coração. A cada convidado que dividiu o palco comigo e abrilhantou ainda mais o espetáculo mando meu beijo e gratidão. Brenda Jaci, Juliano Almeida e DJ Café, obrigada pelo carinho!!! Agradeço aos meus fãs queridos representados por Maury Catermol e Tati Mendonça que não me abandona nunca. Meu beijo pra Caterine Vilardo, obrigada pela cumplicidade.

Salve a Mulatada Brasileira | Semba dos Ancestrais

Martinho da Vila e Rosinha de Valença / Martinho da Vila

Warner / Universal MGB

BR-OR0-15-00018

Se teu corpo se arrepiar
Se sentires também o sangue ferver
Se a cabeça viajar
E mesmo assim estiveres num grande astral
Se ao pisar o solo teu coração disparar
Se entrares em transe sem ser da religião
Se comeres fungi, quisaca e mufete de cara-pau
Se Luanda te encher de emoção
Se o povo te impressionar demais
É porque são de lá os teus ancestrais
Podes crer no axé dos teus ancestrais
Podes crer no axé dos teus ancestrais
É porque são de lá os teus ancestrais
Ô ôô Ô ôôô
Ô ôô Ô ôôô

Ana Costa (voz) | Julio Florindo (baixo e arranjo) | André Manhães (bateria) | Daniel Felix (congas) | Alessandro Cardozo (cavaquinho) | Mauricio Massunaga (violão) | Antonio Guerra (teclado) | Jussara Lourenço e Verônica Bonfim (vocal)

Fazendo as Malas

Martinho da Vila / Rildo Hora

ZFM (Universal Publishing)

BR-OR0-15-00019

Ô mulher vem fazer as malas
É preciso caminhar
Prá outras bandas do mundo
Lá para as terras de além mar
Cantar, sorrir, curtir, amar e desanuviar
Iremos em busca de paz, nossos corações precisam demais
Iremos em busca de paz, nossos corações precisam demais

A caminhada vai ser legal
Vamos fazer amor lá em Praia e nas praias da Ilha do Sal
Depois do Mar da Madeira, vamos voar pra Guiné
Pegar um sol nos Açores, Príncipe e São Tomé
Pegar um sol nos Açores, Príncipe e São Tomé

É bom dançar um marrebenta em Maputo
E em Luanda o semba daquele país
Depois do fado em Portugal vamos pra Goa e Macau
E voltar bem feliz!

Pelos Caminhos do Som

Martinho da Vila / Alceu Maia

Universal MGB / Tapajos (Sony/Atv)

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Participação Especial: Alceu Maia

Pelos caminhos do som vamos viajar
Nas asas da poesia dos vários brasis
Batendo pés, batendo mãos
Se vai ao léu qual balão, pião
Batendo pés, batendo mãos
Se vai ao léu qual balão, pião

A dança Brasil é eletrizante rapaz
O som da terra é embriagante mulher
O verso diz pra cabeça e pro coração
Que o canto bom é canto de fé

Se o teu amor te abandonou
Vem transar a noite, vem curtir um som
Se libertar e se entregar
Balançando o corpo pra lá e pra cá

Ana Costa (voz e violão) | Julio Florindo (baixo e arranjo) | André Manhães (bateria) | Daniel Felix (congas) | Alessandro Cardozo (cavaquinho) | Mauricio Massunaga (guitarra) | Antonio Guerra (teclado) | Jussara Lourenço e Verônica Bonfim (vocal) | Participação Especial: Alceu Maia (cavaco)

 

Filosofia de Vida

Martinho da Vila / Fred Camacho / Marcelinho Moreira

Universal Publishing / MZA (Universal Publishing)

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Participação Especial: Marcelinho Moreira

Meu destino eu moldei
Qualquer um pode moldar
Deixa o mundo me rumar
Para onde eu quero ir
Dor passada não me dói
E nem curto nostalgia
Eu só quero o que preciso
Pra viver meu dia a dia

Pra que reclamar de algo que não mereço
A minha razão é a fé que me guia
Nenhuma inveja me causa tropeço
Creio em Deus e na Virgem Maria
Encaro sem medo os problemas da vida
Não fico sentado de pernas pro ar
Não há contratempo sem uma saída
Pra quem leva a vida devagar

Que o supérfluo nunca nos falte
O básico para quem tem carestia
Não quero mais do que eu necessito
Pra transmitir minha alegria

Disritmia

Martinho da Vila

Universal MGB

BR-OR0-15-00008

Eu quero me esconder debaixo
Dessa tua saia pra fugir do mundo
Pretendo também me embrenhar
No emaranhado desses teus cabelos
Preciso transfundir teu sangue
Pro meu coração que é tão vagabundo
Me deixe te trazer num dengo
Pra num cafuné fazer os meus apelos

Eu quero ser exorcizado
Pela água benta desse olhar infindo
Que bom é ser fotografado
Mas pelas retinas desses olhos lindos
Me deixe hipnotizado
Pra acabar de vez com essa disritmia
Vem logo vem curar teu nego
Que chegou de porre lá da boemia

Meu Laiaraiá

Martinho da Vila

Universal MGB

BR-OR0-15-00021

Você é meu povo, você é meu samba
Você é a bossa e a minha voz
Pra você, eu trago, um sambinha novo
Que fiz na fossa pra cantar a sós
E também vieram beijos nunca dados
Abraços guardados pra você sentir
Mas eu quero mesmo é me enroscar num leito
Apertar seu peito e depois dormir
Dormir sonhando com você enamorada
Minha noiva muito amada, meu pedaço de mulher
Minha história, meu segredo, minha estrela, minha fé
Minha escola, meu enredo, meu cigarro e meu café
Lalaiá laiá, lala laiá laiá
Você é o meu laiá raiá laiá

Ana Costa (voz e arranjo) | Julio Florindo (baixo) | André Manhães (bateria e tamborim) | Daniel Felix (cuíca, caixa, surdo e efeitos) | Alessandro Cardozo (cavaquinho) | Mauricio Massunaga (violão) | Antonio Guerra (teclado) | Jussara Lourenço e Verônica Bonfim (vocal)

 

Ex Amor

Martinho da Vila

Universal MGB

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Ex amor
Gostaria que tu soubesses
O quanto que eu sofri
Ao ter que me afastar de ti
Não chorei
Como um louco eu até sorri
Mas no fundo só eu sei
Das angústias que senti

Sempre sonhamos com o mais eterno amor
Infelizmente eu lamento mas não deu
Nos desgastamos transformando tudo em dor
Mas mesmo assim eu acredito que valeu
Quando a saudade bate forte é envolvente
Eu me possuo e é na sua intenção
Com a minha cuca naqueles momentos quentes
Em que se acelerava o meu coração

Canta Canta Minha Gente

Martinho da Vila

Universal MGB

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Participação Especial: Zélia Duncan

Canta, canta minha gente
Deixa a tristeza pra lá
Canta forte, canta alto
Que a vida vai melhorar

Cantem o samba de roda
O samba-canção e o samba rasgado
Cantem o samba de breque
O samba moderno e o samba quadrado
Cantem ciranda e frevo
O coco, maxixe, baião e xaxado
Mas não cantem essa moça bonita
Porque ela está com o marido do lado

Quem canta seus males espanta
Lá em cima do morro sambando no asfalto
Eu canto um samba-enredo
Um sambinha lento e um partido alto
Há muito tempo não ouço
O tal do samba sincopado
Só não dá pra cantar mesmo
É vendo o sol nascer quadrado

Artista Zélia Duncan: gentilmente cedida por Duncan Discos

Canta Canta, Amigo Canta | Dar e Receber

Martinho da Vila / Antonio Macedo

Sony / ATV / SPA (Addaf)

BR-OR0-15-00012

Canta, canta amigo canta
Vem cantar a nossa canção
Tu sozinho não és nada
Juntos temos um mundo na mão
Canta, canta amigo canta
Vem cantar a nossa canção
Tu sozinho não és nada
Juntos temos um mundo na mão

Com o meu canto
Eu quero lhe encantar
Lhe embalar com o meu som
Embriagar
Fazer você ficar feliz cantarolar
Lá, lá, lá
Lá, lá, lá
Lá, lá, lá

Captando a energia desse seu la la lá
Sigo a filosofia
Que é do receber e dar
Eu quero dar, eu quero dar, eu quero dar
E receber, e receber, e receber
Fazer, fazer
Me refazer fazendo amor
Sem machucar seu coração
Sem me envolver

Mas se você se apaixonar
Me quiser numa total
Vai ter que ficar comigo
Grudadinho ao meu umbigo
De maneira visceral
Vou expor minhas entranhas
Lhe darei muito prazer
E bem prazerosamente
Vou abrir mão dos meus sonhos pra viver só com você

Vinheta de “Canta canta, amigo canta” (António Macedo)
Intérprete: Dona Rosa | duração de 0:41

Calumba | Dança Ma Mi Criola

Elias Dia Kimuezo / Martinho Da Vila / Toy Vieira

Universal MGB / SICAM (UBC)

BR-OR0-15-00024

Participação Especial: Dirceu Leite e Mart´nália

Eu bolei com as tranças da calumba
Shinguilei vendo calumba trançar
Eu sonhei que era rei numa macumba
E calumba a rainha do conga
Ela lá em Luanda que é a terra da Kianda
Eu no Itororó, no ronco de Iemanjá
Numa transa que trança o samba de roda coma roda de semba
Ninguém segura a pemba quando a saia dela vai pro ar
Quero ver calumba dançar, quero ver calumba dançar
Quero ver calumba dançar, quero ver calumba dançar

Dança ma mi, criola ai, cola em mim
Vem se divertir bem na coladeira
Vem aqui, criola pode colar em mim
Mexer no funaná e na morna a noite inteira
É mais que bom lá
Boa terra é Cabo Verde
Lá eu me senti
No meio da tradição
É mais que bom lá
Boa terra é Cabo Verde
Lá eu me senti
No meio da tradição

Chega em mim e aperta bem forte, quero sentir
Calor de moreninha queimada, de olhos verdes
Gosta de percebes Gracas e lapinhas
Mas se toma um grogue sobe pelas paredes
É mais que bom lá
Boa terra é Cabo Verde
Lá eu me senti
No meio da tradição

Dança ma mi criola, colá na mim
Pensa na passá sabe num “coladera”
Dança ma mi criola, colá na mim
Pensa na passá sabe num “coladera”
É mais que bom lá
Boa terra é Cabo Verde
Lá eu me senti
No meio da tradição

Ô Morena Como É Bom Viajar | O Pai da Alegria

Martinho da Vila / Roque Ferreira // Martinho da Vila / Agrião

Universal Publishing / MZA (Universal Publishing) / Universal Publishing Sony/ATV

BR-OR0-15-00027

Participação Especial: Agrião

Ô morena, como é bom viajar
Ô morena, como é bom viajar
Morena, morena
Morena, morena

Queria se invejado
Por esse português folgado
Em você dependurado qual roupa no quarador
Eu aqui arremangado e ele aí todo frozô
Morena, morena
Morena, morena

Seu fosse seu namorado levava você pra Angola
Seu fosse seu namorado levava você pra Angola
Ou pra Guiné-Bissau
Cabo verde, ô di lá
Moçambique, ô di lê
São Tomé e Príncipe
Pra você ver
O que é viver

Ô morena, como é bom viajar
Ô morena, como é bom viajar
Morena, morena
Morena, morena

Se é pra sambar, entra na roda
Vem requebrar que a roda gira
Quer me ganhar e olha de banda
Mas também tá na minha mira
Samba, menina que eu quero ver
Você mexer a anatomia
Samba mãezinha, papai quer ver
Você trazer só alegria

Eu vou me perder
No seu rebolar
E por querer posso até bambear
É o seu sorrir
Que me faz sonhar
O gosto de um beijo que eu quero provar

Menina que pra sambar não tem hora
Se casa com a noite e também namora o dia
Mas sou amante da minha escola
E quero levá-la pra outra orgia
No pagode você deita e rola
E vai pra gandaia com a tal Lua vadia
As minguantes, cheias, crescentes ou novas
São testemunhas que o samba
É o pai da alegria

Madalena do Jucú

Adaptação: Martinho da Vila

Universal MGB

BR-OR0-15-00025

Madalena, Madalena
Você é meu bem querer
Eu vou falar pra todo mundo
Vou falar pra todo mundo
Que eu só quero é você

Minha mãe não quer que eu vá
Na casa do meu amor
Eu vou perguntar a ela
Eu vou perguntar a ela
Se ele nunca namorou

O meu pai não quer que eu case
Mas me quer namorador
Eu vou perguntar a ele
Eu vou perguntar a ele
Porque ele se casou

Eu fui lá pra Vila Velha
Direto do Grajaú
Só pra ver a Madalena
E ouvir tambor de congo
Lá na Barra do Jacú

Reversos da Vida | Assim Não, Zambi

Martinho da Vila / Martinho da Vila

Universal MGB / Tapajos (Sony/Atv)

BR-OR0-15-00028

Participação Especial: Meninas da Serrinha

Um homem chorando
Amores desfeitos
As flores murchando
Só mágoas no peito
Um povo sem brio
A mão que não cria
Um corpo no cio
E a cama vazia
Um jovem sabendo
Do mal já sem cura
Mil bocas dizendo
Blasfêmias, perjuras
Memórias perdidas
Nigéria sofrida
Um corte nos versos
Reversos da vida

Quando eu morrer
Vou bater lá na porta do céu
E vou falar pra São Pedro
Que ninguém quer essa vida cruel
Eu não quero essa vida não Zambi
Ninguém quer essa vida assim não Zambi

“Ô Zâmbi, vê se manda parar com aquelas blitz lá no morro.
Quando os homens chega, chutando as porta e revirando tudo,
fica todo mundo assustado.
A criançada com aqueles olhos arregalados,
o coração saindo pela boca.
Ai, meu Deus!
A tal de lei de invasão de domicílio, lá no morro não vale nada.
Ah Zâmbi! me lembrei de outra coisa:
Vê se clareia a cabeça do meu povo lá do morro.
Para eles pararem de tanta cachaçada, maconha e briga.
Devagar, tá legal.
Mas quando os nego estão doido dão tiro à toa à toa.
E quando eles resolvem de brincar de bandido?
É o de baixo atacando o de cima,
o da direita atacando o da esquerda.
E tu sabe, né?
Não tem direita e nem esquerda.
É todo mundo do mesmo morro.
É a miséria brigando com o miserê.”

Eu não quero as crianças roubando
A veinha esmolando uma xepa na feira
Eu não quero esse medo estampado
Na cara duns nêgo sem eira nem beira
Abre as cadeias
Pros inocentes
Dá liberdade pros homens de opinião
Quando um nêgo tá morto de fome
Um outro não tem o que comer
Quando um nêgo tá num pau-de-arara
Tem nego penando num outro sofrer

Deus é pai, Deus é filho, Espírito Santo é Zambi
Eu não quero essa vida não Zambi
Deus é pai, filho, Espírito Santo é Zambi
Ninguém quer essa vida assim não Zambi
Eu não quero essa vida assim não Zambi
Ninguém quer essa vida assim não Zambi
Martinho da Vila é filha de Zambi
Ninguém quer essa vida assim não Zambi
Meninas da Serrinha são filhas de Zambi
Ninguém quer essa vida assim não Zambi

Negô, Vem Cantar

Martinho da Vila

Universal MGB

BR-OR0-15-00029

Nesta praia de sol tão intenso tanta gente a se bronzear
Onde há branco querendo ser preto
E mulato querendo esnobar
Eu olhando pra onda que vai penso logo nas praias de além mar
De além mar, de além mar
De além mar, de além mar
De além mar, de além mar
De além mar, de além mar

Vem, vem
Nêgo, vem pra minha terra
Ser igual ao branco em qualquer cidade
Vem tentar um banco de universidade
Vem, vem trabalhar nos campos,
Ver os pirilampos e tocar viola à beça
Vem vem, lutar pela vida, sambar na avenida
Ai, nêgo vem depressa
Vem vem, lutar pela vida, sambar na avenida
Ai, nêgo vem depressa

Nêgo, vem plantar
Vem cantar
Nêgo, vem plantar
Vem cantar
Vem, vem lutar pela vida
Sambar na avenida
Ai nêgo vem depressa
Vem, vem lutar pela vida
Sambar na avenida
Ai nêgo vem depressa

Traço de União

Martinho da Vila / João Bosco

Universal MGB

BR-OR0-15-00030

Um canto triste ecoou e penetrou nos corações
O canto se harmonizou no dedilhar de violões
Ao que encontrou se misturou, se enriqueceu, se ritmou
Então ficou mulato assim extasiando as multidões
Este canto é da senzala irmão chegou aqui com a escravidão
E cresceu no trabalho dos canaviais
É mais que um canto, é uma oração
Este canto é muito forte, irmão é um forte traço de união
É linda a sua história, a história deste canto
É a mesma história desta nação
É linda a sua história, a história deste canto
É a mesma história desta nação
E como é bom pra se entregar
Descontrair nos carnavais
Pular nos blocos e salões e nos pagodes tão legais
Me faz chorar, me faz sorrir, me faz sofrer, me faz vibrar
Sem ele eu sei, não viverei é como o amor, é como o ar
Calangos, baiões, carimbos e fandangos
Batuques, xaxados e jongos
Mistura do povo de cá

Ana Costa (voz e arranjo) | Julio Florindo (baixo) | André Manhães (bateria e tamborim) | Daniel Felix (pandeiro, congas e xequerê) | Alessandro Cardozo (cavaquinho) | Mauricio Massunaga (violão) | Antonio Guerra (teclado) | Jussara Lourenço e Verônica Bonfim (vocal)

Lusofonia

Martinho da Vila / Elton Medeiros

ZFM (Universal Publishing) / Sony / ATV

BR-OR0-15-00017

Eu gostaria de exaltar em bom tupi as belezas do meu país
Falar dos rios, cachoeiras e cascatas
Do esplendor das verdes matas
E remotas tradições
Também cantar em guarani os meus amores
Desejos e paixões
Bem fazem os povos das nações irmãs
Que preservam os sons e a cultura de raiz

A expressão do olhar traduz o sentimento
Mas é primordial uma linguagem comum
Um importante fator para o entendimento
E a semente do fruto da razão e do amor

É sonho ver um dia a música e a poesia
Sobreporem-se às armas na luta por um ideal
E preconizar a lusofonia
Na diplomacia universal

Discografia

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