Do Começo ao Infinito

Independente, 2017

 

O encontro de Ana Costa e Carrapicho Rangel, celebrado aqui neste álbum “Do começo ao infinito”, é mais do que a soma de dois talentos invulgares. Ana e Carrapicho são criadores de alta voltagem artística, personagens ilustres de um Brasil rico, criativo, moderno, arrojado – o Brasil que vale a pena. O som da dupla, que tem como ponto de partida gêneros tradicionais como o samba, o choro, a valsa e o jongo, alcança aqui um resultado eloquente e singular. O bandolim exuberante de Carrapicho Rangel une-se à voz densa e cada vez mais madura de Ana Costa, desbravando paisagens sonoras que equilibram verve, sutileza, emoção e inteligência. O repertório do disco merece um destaque: ao lado de diversos parceiros, nove das doze canções são assinadas por Ana Costa, que afirma cada vez mais sua excelência como compositora. Carrapicho e Ana, afinal, são artistas que têm muito a dizer. E fazem música e poesia assim: do começo ao infinito.

Luís Filipe de Lima (músico e escritor)

Direção Geral |Zambo Produções e Eventos
Produção Executiva | Bianca Calcagni
Produção Musical | Ana Costa
Arranjos | Ana Costa e Carrapicho Rangel

Fotos de divulgação Ficha Técnica

Direção Geral |Zambo Produções e Eventos
Produção Executiva | Bianca Calcagni
Produção Musical | Ana Costa
Arranjos | Ana Costa e Carrapicho Rangel
Engenheiros de Gravação e Mixagem | Marquinhos Froco, Leonardo Guimarães e Rodrigo Gavião
Gravação | Out Side Estúdio, Estúdio 3 e Estúdio Méier
Mixagem e Masterização | Estúdio Méier
Fotos | Flávia Canavarro
Maquiagem | Luiza Pace
Figurino | Virgínia Barros
Designer | Maury Cattermol

AGRADECIMENTOS ESPECIAIS

Mestre Monarco e Vidal Assis que muito nos encantaram com suas interpretações. Aos músicos e compositores que creditaram no projeto “voz e bandolim”. Ao amigo Gilson Carvalho e Grupo Mania de Samba que estiveram presentes conosco no momento do embrião da nossa ideia de fazermos esse disco. À Virginia Barros e Flávia Canavarro que se juntaram a nós e  criaram um cenário perfeito para as nossas fotos. Ao Maury Cattermol que dessa vez, além da torcida como fã colocou a mão na massa e fez essa linda arte que apresentamos no encarte do CD. Aos técnicos de som Froco, Léo e Gavião, que, de estúdios diferentes produziram um som único. Ao Mauro Macedo, amigo, parceiro que compra nossos barulhos de forma incondicional, incorporando a sua MDM a mais esse projeto. Mauro vai além. É um torcedor apaixonado pela arte do Brasil. Agradecimentos cada vez mais especiais àquela que trabalha com responsabilidade, amor e afinco, Bianca Calcagni. Toda luz, saúde e sucesso pra você!

Inspiração

Ana Costa / Luiz Carlos Máximo

Zambo | Direto

BR-OR 0-17-00001

Não tem nuvem que escureça
Não há sol que ilumine
Nem amor que não se esqueça
Nem paixão que desatine
Submerge de uma dor ou mergulha na alegria
Se impõe a inspiração pro nascer de uma canção
Nunca sei de onde vem, quais lugares que passou
Será que é de alguém o que causa o meu torpor
Um assobio solto ao vento que furtou do pescador
Ou pescou o pensamento de um poeta trovador

Sei que sou um instrumento que essa louca tem nas mãos
Traz angústia ao meu peito e à cabeça aflição
Me conduz por seus caminhos sem saber pra onde vou
E eu lhe sigo obediente seja por onde ela for
E vai assim sem despedir ao cumprir sua missão
Ela sempre me sorri, desaparece na ilusão
Sem dizer se vai voltar, onde posso lhe encontrar
A danada deixa em mim essa vontade de cantar

Ana Costa (voz) / Carrapicho Rangel (Bandolim)

Perceba

Ana Costa / Moyseis Marques

Zambo | Direto

BR-OR 0-17-00002

Pense num enredo fácil de entender
Cante-me um refrão que faça acontecer
Parta do princípio que é muito bom viver
Tire essa agonia, mostre o seu prazer

Vire a página seca desse dia ruim
Faça um poema de amor para mim
Colha suas flores, regue seu jardim
Conte o seu segredo que falar faz bem, dá um fim
Mate essa vontade de ter sonhos bons
Crie um ambiente de cores e tons
Vá ouvir sem culpa aqueles velhos sons
Sem as velhas impressões

Sem querer vai perceber o barato que é viver
O quão barato que é viver
Que o que dá barato é viver

Ana Costa (voz/violão) / Carrapicho Rangel (bandolins) / Gustavo Bali (pandeiro)

Um Dom dos Bambas

Cláudio Jorge

Universal

BR-OR 0-17-00004

O samba tem, o samba é cem
O samba é um dom dos bambas
O tempo passa, tudo muda mas isso nunca irá mudar
o samba vem e faz tão bem pra gente aquela cama
Se a gente cai no samba não tem como segurar
O samba faz e se refaz, desfaz quando precisa
O samba vem pra arrumar e tudo então se realiza
o samba foi um samba a dois, hoje é de todo mundo
Se o samba vem me convocar tô lá em um segundo
O samba é samba, o samba é funk, o samba é tudo, é pop, rock
O samba é côco, o samba é roda, o samba dá ibope
O samba é solto, o samba é luta e religião
É aquilo que acontece dentro do meu coração
O samba é Luz, Diniz e Cruz, ele é Moreira e Lopes
Ele é da Vila e no desfile está na pista e camarotes
Se vou atrás encontro a paz, me leva de reboque
O samba é de iluminar me dando aqueles toques

Ana Costa (voz) / Carrapicho Rangel (bandolins / repique de mão)

Rouxinóis

Ana Costa / Magali

Zambo | Direto

BR-OR 0-17-00005

Se posso merecer
Um pouco de você
E se você quiser
Também me merecer
Vai ser tão lindo
E o céu será prá nós
A proteção maior
Pois nos teus braços, eu
A levarei à mais
Do que você sonhou
O que ninguém viveu
Se a ilusão secou
Será melhor assim, viu?
Porque se eu merecer
E se você quiser me merecer, nós
Flutuaremos
Lado a lado
Rouxinóis
Lado a lado
Rouxinóis

Ana Costa (voz) / Carrapicho Rangel (bandolim) / Rogerinho (violão 7 cordas)

Fina Neve

Ana Costa / Zélia Duncan

Zambo | Duncan Edições (DC Consultoria)

BR-OR 0-17-00003

Seu coração de pedra
Me trancou na geladeira
Tentei gritar
Perdi a voz
Perdi as mãos, perdi a cor
Minhas canções azuis de dor
Não tem calor nem melodia
Um silêncio frio
Tomou conta desse amor
E você não chora
Não fala, não pede
Você é neve, só fina neve
Queimando a minha pele

Te imploro, te peço
Me olha, me aquece
Repete meu nome, me fala de leve
Me esquenta o vazio
Mas você não chora, não fala,
não pede
Você é neve, só fina neve
Queimando a minha pele

Ana Costa (voz) / Carrapicho Rangel (bandolim)

Rosa no Jongo

Ana Costa / Socorro Lira

Zambo | Direto

BR-OR 0-17-00006

Viajo por esse corpo deserto
Quanto mais longe, mais perto
Quente mais perto, mais lá
Quanto mais vivo, mais vida tenho
Se de tantas idas venho, muito ainda hei de andar
Mundos mudo igual se mudam estas
Corredeiras e florestas
Gerais para atravessar
Vou sem pressa de chegar
Meu canto é qualquer lugar
Risos, rosas beijam beija flores
Chove sobre meus amores
Desejo de fecundar
Flama, fogo dentro da semente
Da minha alma contente
Pronta pra recomeçar
Parto do começo ao infinito
Do caminho mais bonito
Até nunca mais parar
Vou sem pressa de chegar
Meu canto é qualquer lugar

Ana Costa (voz / violão) / Carrapicho Rangel (bandolim) / Paulino Dias (percussão)

Bela

Ana Costa / Marcelo Caldi

Zambo | Direto

BR-OR 0-17-00007

Bela, tão plena
Dentro dos teus olhos
profundeza azul de mar
Reina, vagueia
Entre o meu silêncio e o meu cantar
Vento, passeia
Traz o teu olhar puro a me guiar
Brilho raro fez de mim
Sol do meio dia
Cor safira em meu carmim

Como uma rosa em pleno céu
Mil constelações em um jardim
Quando a lua chega enfim
Muda tudo para mim
Vem das profundezas me salvar
Faz um oceano pra eu pintar
O amor em aquarela
O teu poema surge em mim
ao vê-la assim tão…
Bela, tão plena
Tão bela
Traz o teu olhar puro a me guiar
Brilho raro fez de mim
Sol do meio dia
Cor safira em meu carmim

Ana Costa (voz / violão) / Carrapicho Rangel (bandolim) / Paulino Dias (percussão)

Carrapicho

Teroca / Rodolfo

Direto

BR-OR 0-17-00008

As cordas ciganas retém harmonia
Sem confusão
Se limitam a ler sua mão
As sete irmãs em casas diversas
Cultivam segredos que ele desvenda
Na ponta dos dedos
A madeira quieta espera sua vez
Nunca se queixou
Só revela o que o mestre criou
Bandolim, berimbau, cavaquinho, violão
Tudo sai de primeira ao compasso das múltiplas mãos
Predestinado, seu talento seduz
Fez morada no sol e fulgura na cidade luz

Ana Costa (voz / violão) / Carrapicho Rangel (bandolim)

Obrigado pelas Flores

Monarco / Manacéa

Universal

BR-OR 0-17-00012

Participação Especial: Monarco

Obrigado pelas rosas que me deste amor
Eu te agradeço com ternura e fervor
Não me esqueci, nem esquecerei jamais
O buquê de flores todas elas naturais
Hoje faço a minha retribuição
E te ofereço em troca essa canção
Inspirada em flores iguais às que já recebi
Nunca me esquecerei de ti
Não me esquecerei de ti por várias razões
As flores que uniram pra sempre os nossos corações
Quando amanhece o dia, volto ao meu jardim
Vejo lírio, rosa, cravo, dálias e jasmim
Lembro aquela noite linda, cheia de emoção
E canto com muita alegria essa nossa canção

Ana Costa (voz / violão) / Carrapicho Rangel (bandolins) / Bianca Calcagni (percussão)

Regional do Beija-Flor

Ana Costa / Moyseis Marques

Zambo | Direto

BR-OR 0-17-00009

E eis que um santo beija-flor azul me apareceu
De corpo são e um coração quase maior que o meu
E foi meu professor de canto, me botou no trilho
Alfredo da Rocha Viana Filho
Assim eu lhe batizei
Quase que eu desafinei
Até chorei de emoção
Criei um choro canção
São Pixinguinha redigiu a pauta
E fui levando a minha dor na flauta
Fiz parceria com o meu amor
E compusemos para o regional do beija-flor
Bem “Carinhoso” ao soltar a voz
Lá vem o “crooner”, bilingue! Swing pra nós!
Trouxe trombone sax e pistom
Olha o piano de conversa com o pandeiro
O pólen brasileiro tem tempero especial
Oito batutas para o Beija Flor
E mil acordes no dia de São Jorge
Tem choro e pagode no seu regional

Ana Costa (voz) / Carrapicho Rangel (bandolins) / Gustavo Bali (pandeiro)

Ancestral

Ana Costa / João Cavalcanti

Zambo | Humaita

BR-OR 0-17-00010

Vira o carnaval
Do cartão-postal
Eu sou brasileiro e meu tempero é ancestral
Pisa o lamaçal
Do cartão-postal
Eu sou brasileiro e meu tempero é marginal
Eu gosto do gosto das trovas
Mas gozo a libido das novas pitadas de revolução
Comunhão
Contramão
Não dá pra conter
Nem pra saber onde meu samba vai chegar
Mas será tudo o que eu quiser
Sem depender do que o futuro vai pensar
Me arrasto no rastro da treva
Mas minha alegria me leva pra muito mais perto do sol
Meu farol
Arrebol
Não dá pra saber
Nem pra conter tudo o que eu tenho a conquistar
Pois será tudo o que eu quiser
Sem depender do que o futuro vai pensar

Ana Costa (voz) / Carrapicho Rangel (bandolim) / Paulino Dias (cuíca)

Valsa de Ferro

Ana Costa / Vidal Assis

Zambo | Direto

BR-OR 0-17-00011

Participação Especial: Vidal Assis

Resistir é ser feliz
Quando o vulto dos fuzis
Ameaça o que há de flor
No rés do chão do meu país
Se eu sorrio e tu sorris
Juntos, somos o juiz
Condenando a mão da dor
Que rouba o sonho dos guris
Revolução é amarmos
No centro da tempestade
Como o dourado do sol
Que em meio ao breu
Se veste de farol
E outro tempo há de chegar
(Quem sobreviver verá)
Em que a espada do poder
(Que a tantos faz sofrer)
Vai, por bem, se desmanchar
(Em filetes de luar)
Hoje só nos resta crer
(Nossa força vai vencer)
Nem que essa vida se acabe

Ana Costa (voz) / Carrapicho Rangel (bandolim) / Maurício Massunaga (violão)

Discografia

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